sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

AMOR E RESPEITO AOS ANIMAIS







Qualquer pessoa pode ser protetora de animais. No dia-a-dia de todos nós, animais compõem a paisagem e, com pequeninos gestos de amor, poderemos agir em benefício deles. Não custa nada amar aos animais e necessariamente o retorno desse amor se fará presente em nossas vidas. Passamos a enumerar algumas situações nas quais nossa opção preferencial de amparo aos animais se constituirá numa atitude digna e principalmente cristã:

1 - Educação infantil

Conta-se que Licurgo foi convidado a falar sobre a educação. O grande legislador de Esparta aceitou, mas pediu um ano para preparar o material que iria apresentar.
- Por que um homem tão sábio ocuparia tanto tempo para compor simples exposição de ideias? Exigência aceita, prazo cumprido, ei-lo diante da multidão que compareceu para ouvir-lhe os conceitos. Trazia duas gaiolas. Numa estavam dois cães; duas lebres na outra.

Sem nada dizer, tirou um animal de cada gaiola, soltando-os. Em instantes o cão estraçalhou a lebre. Libertou em seguida os restantes. O público estremeceu, antevendo nova cena de sangue. Surpresa: o cão aproximou-se da lebre e brincou com ela. Esta correspondeu, sem nenhum temor, às suas iniciativas.

- Aí está, senhores - esclareceu Licurgo -, porque pedi prazo tão extenso, preparando esses animais. O melhor discurso é o exemplo. O que mostrei exemplifica o que pode a educação, que opera até mesmo o prodígio de promover a confraternização de dois seres visceral e instintivamente inimigos.

Se é possível educar animais, mesmo antagônicos, levando-os à convivência pacífica, naturalmente será possível educar as crianças, incutindo-lhes desde cedo o respeito devido a Deus, aos semelhantes e à Natureza - fauna e flora. A criança, em particular, em casa, na escola e na sociedade, deve ser esclarecida quanto às normas cristãs de amor e respeito, aí incluindo-se os animais. Deve ser enfatizado que maus-tratos aos animais embrutecem o homem, pois isso é crueldade, que em nada dignifica a alma. As crianças são sensíveis ao aprendizado e, se lhes for demonstrado que os animais sentem dor como nós próprios, certamente serão protetoras de animais por toda a vida.

O inevitável sacrifício de animais para servir de alimento, em hipótese alguma pode se revestir de pavor, crueldade e dor para com eles: a maneira deve ser a mais rápida e mais indolor possível. Quanto a insetos daninhos (moscas, mosquitos, baratas, escorpiões etc.) devem ser eliminados mas sem características de crueldade, isto é, de um golpe só.

A criança deve ser informada que tais insetos não são "inimigos", mas, sim, seres criados também por Deus: vivendo em rudimentar estágio, estão na Terra em razão de este planeta também abrigar outros seres - nós, inclusive - todos em processo de evolução. Em mundos felizes, certamente, inexistem tais nocivas criaturas, aqui, meros instrumentos consentâneos com a evolução terrena.

A exemplo do que já acontece em outros países, de todo recomendável seria a criação, nas escolas, dos chamados "Grupos de Proteção aos Animais" ou "Grupo de Assistência aos Animais"; pertencer como sócio a um desses grupos é dignificante para a criança, para a família e para a Pátria; com seriedade e ardor, semelhantes aos dos escoteiros que protegem os seres indefesos, os sócios desses grupos muito poderão fazer pelos animais, usando sua natural energia e criatividade. Como sugestão, o coordenador pedagógico ou educador responsável pelo Grupo poderá designar, para cada espécie animal, uma equipe de "advogados de defesa".

A(s) criança(s) proporia(m), na escola toda, algumas questões do tipo:
• como devem ser tratados os cavalos? E os cães? E os gatos?
• você sabia que os sapos são extremamente úteis aos jardineiros e na roça, pois comem pragas?
• você já pensou no benefício que os urubus, gaviões e crocodilos fazem ao homem, comendo animais mortos? Pois, do contrário, esses restos mortais poderiam contaminar o meio ambiente?
• quem gostaria de morar a vida toda numa gaiola ou numa jaula?...

Conquanto a educação aqui preconizada refira-se à criança, esforços deverão também ser envidados - por todos os segmentos sociais, principalmente os escolares e religiosos para que os adultos dêem o exemplo.

2 - Piedade

O sentimento de piedade demonstra elevação espiritual, principalmente quando seguido da respectiva ajuda para a cessação da causa do sofrimento. Só que se deve sentir piedade, não apenas por semelhantes, mas também pelos animais. A emoção piedosa será a mesma, em ambos os casos. A piedade antepõe-se vigorosamente à crueldade, obstando-a, quando não a eliminando. Tanto a piedade quanto a crueldade têm a proprie­dade de se multiplicar; por isso, melhor será sempre in­crementar aquela, com isso banindo esta.

A piedade é a ante-sala do Amor, assim como a crueldade o é da violência.

3 - Animais abandonados

Cães e gatos, principalmente, "sem casa", perambulando perdidos pelas ruas, famintos, arredios, apavorados, nascem pelos mesmos mecanismos divinos da vida, dos demais seres vivos, estando em árduo processo evolutivo. Merecem nossa compaixão e mais que isso: merecem nosso apoio! Sendo possível, devemos alimentá-los, jamais escorraçá-los. Na hipótese de um animal estar acometido de hidrofobia (raiva), eleja não sabe o que faz. Está sofrendo. Normalmente, anda de cabeça baixa e em silêncio, triste. Espuma na boca pode significar duas anomalias distintas: ou "raiva" ou envenenamento cruel.

Nesses casos, deve-se apelar para as autoridades municipais, que apreenderão o animal e, conforme o caso, por inevitável, o sacrificarão. Cabe aqui lembrar que o mundo é lugar destinado também para os animais e isso é decisão divina. Negar-lhes tal direito conflita com o respeito a Deus. O abandono de um animal é condenação certa. O autor desses dolorosos quadros que o cotidiano nos mostra, agindo irresponsavelmente, cedo ou tarde terá que prestar contas à sua consciência.

4 - Eutanásia-animal

A revista mexicana La Voz de los Animales considera que o abandono de animais (de estimação) é para eles o pior castigo; recomenda que é preferível proporcionar-lhes morte piedosa (se possível, sob cuidados de um veterinário). Conquanto a admiração que nutrimos por aquela revista - toda ela dedicada à proteção dos animais -, respeitosamente discordamos. Discordamos porque, como cristãos, jamais poderíamos aceitar um ou outro procedimento, à guisa de tal ser imperativo.

Se é ruim o abandono do animal que conviveu longos tempos sob a proteção do seu dono, pior será sua execução, quando tal proteção não mais seja possível. O fato é que não se deve descartar de um animal de longa convivência doméstica como se desfaz de um chinelo velho: qualquer argumento falecerá ante as regras da vida e da ética. Morte piedosa do animal, talvez, só quando o veterinário atestar que traumas ou doenças sejam irreversíveis, além de acompanhadas de dores insuportáveis.

Obs.: Não podemos confundir fatos e nem devemos nos esquecer que no O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V, n5 28, consta ser grave equívoco a eutanásia, sob o pretexto de carma sendo esgotado nos casos de doenças incuráveis, com desencarne previsto pela Medicina. O espírito humano tem aí (paciente terminal) preciosíssima oportunidade de reflexão e arrependimento, crescendo às vezes num minuto o quanto não o fez na vida toda.

Quanto ao animal, possuindo também uma alma, embora diferente da humana, não lhe é acometido carma (nem bom, nem mau - por não possuir livre-arbítrio), nem lhe ocorrem reflexão ou arrependimento, em qualquer instante, de atos praticados durante sua vida (por não possuir consciência). Dever cristão é que impõe ao dono ampará-lo até o último sopro de vida, para morrer em paz e para com gratidão ao ser humano chegar às regiões espirituais que Deus lhe concede.

5 - Cemitério para animais

Aqui, muitas pessoas "gente boa" torcem o nariz quando ouvem falar nisso. "Se os cemitérios já andam lotados com gente, era só o que faltava pensar em cemitério para animais..." -argumentam. Não deveriam. Enterrar animais, quando não seja por afeto, por respeito, que seja por questões de higiene ambiental, pois é extremamente perigoso que carcaças de animais mortos destilem líquidos virulentos, que podem infiltrar-se nos mananciais de água ou mesmo contaminar crianças ou outros animais, pelo contato.

Não podemos nos esquecer de que os animais estão na face da Terra há mais tempo que o homem; até o aparecimento deste, a própria Natureza se encarregava de dar fim adequado aos animais mortos: quando nas águas, serviam de alimento a outros animais (crocodilos e peixes em geral); quando em terra, os animais mortos serviam de pasto a predadores, a animais carnívoros, ou às aves "faxineiras" (urubus, gaviões etc.).

Em regiões silvestres, isso ainda ocorre e provavelmente sempre continuará a ocorrer. Posteriormente, com a presença do homem, algumas espécies animais vieram (ou foram trazidas...) para sua companhia, passando a viver e a procriar em cidades. E, nas cidades, inexistem aqueles meios naturais de dar fim às carcaças dos animais mortos (referimo-nos, aqui, particularmente aos animais domésticos). Por essa razão, passou a ser responsabilidade humana, única e exclusivamente, o conveniente destino dos cadáveres de animais das cidades: enterrá-los.

Em Tóquio, num templo zen-budista, todos os dias são realizados enterros de bichinhos de estimação: os ritos para animais começam com toques de sinos, para buscar a presença de Buda, e com um sacerdote de cabeça rapada entoando os sutras; é assim que "outra alma inicia sua longa jornada para o nirvana". O sacerdote informou que no Budismo "todas as coisas vivas são capazes de alcançar a condição de Buda"; e concluiu: "nossos ritos a favor dos animais são idênticos aos feitos para os humanos". O Templo, em Jikkein, subúrbio de Tóquio, crema cerca de dez mil animais todo ano.

Notas: Nos anos 50 foi inaugurado um cemitério para animais no Rio de Janeiro, então capital brasileira, fato que de pronto teve aceitação dos cariocas, bem como numerosos "inquilinos ". Um assessor especial da Prefeitura do Rio de Janeiro propôs (maio/93) a privatização de 63 bens, empresas, entidades e serviços cariocas, neles incluído o Cemitério de Animais Jorge Vaitsman, na Mangueira, Zona Norte do Rio. Desse fato podemos concluir que cemitérios para animais, inclusive, podem ser lucrativos, desde que administrados por empresas particulares.

6 - Agressões e defesa

Se uma pessoa estiver maltratando um animal deveremos intervir, jamais nos omitir - intervenção por altruísmo, educação e amor à Natureza. - Como? - Com brandura e educação, não piorando o ânimo do agressor, o qual, já exaltado, poderá se tornar mais rude ainda com o animal. Podemos tocar-lhe os sentimentos, lembrando que os animais:

• não raciocinam nem sabem falar...;
• sentem dor, sede e fome como nós;
• não têm "salário" nem "sindicato" onde possam se queixar.

Como argumento poderoso podemos citar que foi junto aos animais que Jesus se abrigou ao nascer, abrigo esse negado, ou pelo menos dificultado, pelos racionais, a Ele e a Seus pais.
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Eurípedes Kuhl

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

CORTAR ORELHAS E RABO DE CACHORRO É CRIME:


Infelizmente, muitas raças tem como “padrão” o corte de orelhas e/ou rabo. A documentação de padrão da raça disponibilizada pelo CBKC é antiga e ainda não foi atualizada, o importante é que essa prática agora é crime. O que é considerado CRIME é o corte de orelhas e rabos para fins ESTÉTICOS (apenas por aparência). Se o cachorro apresenta algum problema de saúde que seja constatada a necessidade de corte de orelha ou rabo, não é crime se o médico realizar o procedimento.

Raças que sofriam pelo corte de orelhas (conchectomia):
Doberman
Pit Bull
Dogue Alemão
Boxer
Schnauzer

Raças que sofriam pelo corte de rabo (caudectomia):
Boxer
Pinscher
Doberman
Schnauzer
Cocker Spaniel
Poodle
Rottweiler

Entre outras raças.




Doberman é uma das raças que sofrem com a conchectomia e a caudectomia.Os dois procedimentos tinham fins absolutamente estéticos e por isso não justificam causar o sofrimento a esses animais. Agora, a prática é considerada mutilação e crime ambiental.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) alerta que os veterinários que fizerem a cirurgia correm o risco de ter o registro suspenso pelo conselho e não poder mais atuar na profissão. Desde 2013 existe uma lei federal que torna crime a prática da caudectomia e da conchectomia. Tanto veterinários quanto qualquer pessoa que cometer tal ato, está sujeita à pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

“O corte da cauda causa desequilíbrio para os cães. A cauda é usada por eles para se comunicar com outros cães e até com os donos”. O laudo descreveu a cirurgia como uma “mutilação”. A recomendação foi aceita pelo CNMV (Conselho Nacional de Medicina Veterinária). Além da caudectomia, o texto também proíbe o corte de orelhas (comum nos cães pitbull e dobermann), de cordas vocais e, nos gatos, das unhas.

Os criadores não podem ser punidos pelo Conselho, mas estão igualmente cometendo o crime e estão sujeitos à penalização.

O artigo 39 da Lei de Crimes Ambientais proíbe maus-tratos aos animais, o que inclui a mutilação deles. Quem for flagrado cometendo esses atos poderá responder processo.

Se você conhece alguém que cometa esse ato terrível, seja veterinário ou “criador”, DENUNCIE!!!

Segue a resolução:

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA

RESOLUÇÃO Nº 1.027, DE 10 DE MAIO DE 2013

Altera a redação do § 1º, artigo 7º, e revoga o § 2º, artigo 7º, ambos da Resolução nº 877, de 15 de fevereiro de 2008, e revoga o artigo 1º da Resolução nº 793, de 4 de abril de 2005.

O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA – CFMV -, no uso das atribuições que lhe confere a alínea f do art. 16 da Lei nº 5.517, de 23 de outubro de 1968, regulamentada pelo Decreto nº 64.704, de 17 de junho de 1969, resolve:

Art. 1º Alterar o § 1º, artigo 7º, transformando-o em parágrafo único, e revogar o § 2º, artigo 7º, ambos da Resolução nº 877, de 2008, publicada no DOU nº 54, de 19/3/2008 (Seção 1, pg.173/174), que passa a vigorar com a seguinte redação:

“Parágrafo único. São considerados procedimentos proibidos na prática médico-veterinária: caudectomia, conchectomia e cordectomia em cães e onicectomia em felinos.”

Art. 2º Revogar o artigo 1º da Resolução nº 793, de 2005, publicada no DOU nº 64, 5/4/2005 (Seção 1, pg.95).

Art. 3º A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

BENEDITO FORTES DE ARRUDA
Presidente do Conselho

ANTONIO FELIPE PAULINO DE F. WOUK
Secretário-Geral

Link para a publicação: http://www.jusbrasil.com.br/diarios/55651336/dou-secao-1-18-06-2013-pg-99



Fonte: Cortar orelhas e rabo de cachorro é crime | Tudo Sobre Cachorros http://tudosobrecachorros.com.br/cortar-orelhas-rabo-cachorro-crime/#ixzz502v2MJbH
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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

COMO VIAJAR COM SEU CACHORRO OU GATO DE CARRO, ÔNIBUS E AVIÃO:


Oi pessoal!

Muita gente nos pergunta quais são as regras para se viajar de carro, ônibus e avião com um cachorro ou gato. Por isso, resolvi fazer esse post para responder essas dúvidas e dar algumas dicas importantes sobre viagem com nossos peludos. Vamos lá?
Viajando com seu pet – o que é preciso saber?

Antes de viajar com o seu cachorro ou gato, seja de carro, ônibus ou avião, é importante que você converse com seu veterinário. O ideal é que ele examine seu pet para ter certeza de que está tudo ok com a saúde dele. Outro ponto a ser conversado é sobre eventuais enjoos, muito comuns em viagens. O profissional poderá indicar medidas preventivas para que seu bichinho não passe mal durante o trajeto.


Agora, uma dica de petlover para petlover: se você está pensando em viajar com o seu pet, é importante que você responda mentalmente algumas perguntas como: meu cachorro/gato já andou de carro? Se sim, ele gosta da experiência ou fica extremamente estressado/agitado? Ele está acostumado com bolsas e caixas de transporte? Meu pet se sente à vontade em locais estranhos com pessoas diferentes? Ele é um pet sociável e que irá curtir a viagem tanto quanto eu? Meu pet é amigável com outros pets e outras pessoas? Meu pet apresenta comportamentos indesejáveis e que podem acabar incomodando outras pessoas (como latir/miar excessivamente, fazer suas necessidades em qualquer lugar, destruir objetos, etc)?

A ideia de levar nosso bichinho com a gente em viagens é maravilhosa, mas ela só será realmente maravilhosa na prática se nosso companheirinho estiver tão confortável com a situação quanto a gente. Se você avaliar que talvez ele acabe não curtindo tanto a viagem ou possa apresentar alguns comportamentos indesejados, talvez seja melhor repensar sua viagem com seu pet, caso contrário, a viagem pode acabar não sendo uma experiência bacana nem para você, nem para ele. No caso de viagem com gatos, é importante ter ainda mais cuidado, já que os felinos raramente se sentem seguros em ambientes desconhecidos, o que pode acabar resultando em um estresse enorme para o gatinho, afetando sua saúde.

Além disso, a gente tende a achar que nosso pet estará melhor na nossa companhia, mas, às vezes, os bichinhos podem preferir menos agitação. Se esse for o caso, clique aqui e veja a dica que eu dei sobre hospedagem para cães.

Bom, agora vamos às dicas!
Viajar de carro com cães e gatos

A forma mais segura de se viajar com cães e gatos, é garantindo que eles estão presos. Assim, em casos de freadas bruscas ou colisões, os bichinhos estarão protegidos. Para cães até 10kgs, uma ótima opção são os assentos. Eles ficam presos pelo cinto de segurança do carro e o animal fica preso ao assento pela coleira.

Para cães que pesam mais de 10kg, o cinto de segurança para cães é o ideal. Ele irá garantir que o cachorro ficará seguro e confortável durante a viagem.



Outra opção, e essa é ótima também para gatos, são as caixas de transporte. As caixas de transporte e bolsas de transporte estão disponíveis em diferentes tamanhos, formatos, cores e materiais. No entanto, se seu bichinho não estiver acostumado a utilizá-la, é importante que você introduza a caixa ou bolsa de transporte no dia a dia do animal antes da viagem. Passeie algumas vezes com o pet dentro da caixa e a deixe pela casa para que ele possa se acostumar com ela. Assim, ele não se sentirá desconfortável e com medo na hora de viajar dentro da caixinha.

Durante a viagem, é importante que você faça diversas paradas para que seu pet possa beber água, fazer suas necessidades e gastar um pouco de energia. Além disso, devemos nos atentar para a temperatura de dentro do carro. Se a viagem acontecer em um dia de sol, não hesite em ligar o ar condicionado ou abrir os vidros para que a temperatura não fique tão alta.
Viajar de ônibus com cães e gatos

Para viajar de ônibus com o seu pet, você precisará:
Apresentar um atestado veterinário que comprove as boas condições de saúde do animal
Transportar o pet em uma caixa de transporte

Além disso, é importante contatar a empresa antes da data da sua viagem para tirar todas as dúvidas. Isso porque algumas empresas possuem normas específicas como, por exemplo, a obrigatoriedade do animal ocupar um assento ao lado de seu dono. Algumas empresas exigem que o dono compre a passagem do animal para que ele ocupe o assento ao seu lado. Outras, não possuem essa regra e permitem que o animal fique no colo do tutor (dentro da caixinha de transporte, claro). Ainda, é importante contatar a empresa para avisar que você estará com seu bichinho de estimação, já que, normalmente, existe um número limite de pets que podem ser transportados por viagem – e caso esse limite tenha sido atingido, você provavelmente não poderá embarcar naquele ônibus.
Viajar de avião com cães e gatos

Para viajar de avião com seu cachorro ou gato, é importante estar atento às regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e, também, às regras da companhia aérea com a qual você irá viajar, pois cada companhia adota regras próprias.

No caso de vôos nacionais, as regras básicas e adotadas por todas as companhias aéreas são:
Atualizar todas as doses das vacinas do seu pet;
Apresentar atestado veterinário;
Avisar a companhia aérea com antecedência de que viajará com seu animal;
Trasportar seu animal em uma caixa de transporte resistente, com ventilação, que irá acomodar seu pet com certa folga

Para que seu pet viaje na cabine junto com você, ele precisa pesar menos de 10kg com a caixa de transporte (essa regra pode variar de acordo com a companhia). Se ele for viajar no porão da aeronave, não se esqueça de identificar com uma plaquinha tanto o seu pet, quanto sua caixa de trasporte.

Uma observação importante: algumas companhias aéreas não transportam cães de determinadas raças. Portanto, por mais que seu cão esteja com as vacinas em dia e com atestado de boa saúde, ele poderá ser impedido de viajar caso sua raça esteja entre as proibidas daquela companhia.

Em vôos internacionais, é extremamente importante que você, além de contatar a empresa aérea, se informe sobre as regras do país de destino. Isso porque alguns países possuem regras específicas (como a necessidade do animal passar pelo período de quarentena antes de entrar no país) que podem acabar impedindo que você desembarque com seu pet. Além disso, é importante se informar sobre as especificações da caixa de transporte na qual seu animal viajará. Ou seja, ele não poderá viajar em qualquer caixa de transporte, por isso, antes de comprar uma, verifique se ela atende tais especificações. Para saber mais sobre as regras de viagem internacional com seu pet, clique aqui.

Se ainda ficou alguma dúvida ou deseja acrescentar algo sobre o assunto, deixe seu comentário aqui no post!

Até a próxima =)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

É LEGAL INVADIR DOMICÍLIO EM CASOS DE MAUS TRATOS A ANIMAIS?





Segundo o artigo 32, da lei 9.605 de 1998, é crime praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais. Uma das piores coisas que o homem ainda faz é mal tratar um animal, um ser que não pode se defender e não tem como denunciar. É comum ver vídeos na Internet, mostrando cenas de terror e medo do animal. E qualquer pessoa pode denunciar, apesar de não ser simples e muitas vezes não ter o resultado que esperamos.

Todas as pessoas que gostam dos bichinhos se iram quando veem um animal sendo mal cuidado. O bichinho precisa ter no mínimo alimento e abrigo, mas também atenção e convívio com as pessoas onde mora. Muitas vezes presenciamos um animal preso na corrente por muito tempo e ao perceber essa situação não podemos denunciar pois não é considerado maus tratos, apenas se estiver além de amarrado, sem abrigo para sol ou chuva ou sem alimentação.




Cada região deve ter um órgão competente em que possa ser feita a denúncia, e é fundamental gravar vídeos das situações de maus tratos ou fotos comprovando a negligência. Pois, quando o órgão chegar ao local pode não encontrar a mesma situação presenciada em outro momento. É preciso ter provas.

Muitas vezes as pessoas ligam para a polícia realizando a denuncia, mas em muitas cidades eles não auxiliam nesses casos, embora os policiais sejam capacitados para atender esse tipo de chamado. É preciso conhecer o artigo 32 e mostrar as autoridades que sabemos que se trata de um crime. E após fazer o boletim de ocorrência, o que acontecerá com o animal é mais um problema a ser solucionado pois o estado não retira o animal e nem tem como se responsabilizar por ele.

Na maioria dos casos quem acaba se responsabilizando são as protetoras independentes. E todo este processo é muito demorado, ligar para a polícia, ir à delegacia, fazer o BO, iniciar as investigações para que se inicie o processo, mas vale a pena. Na maioria das vezes o agressor é apenas condenado a serviços comunitários ou pagamento de cestas básicas. A culpa é das leis que permitem que a pena seja minimizada, em alguns casos.


A Constituição (art. 5º, XI) e as Leis (art. 150, § 3º, II do Código Penal – CP e, ainda, arts. 301 a 303 do Código de Processo Penal – CPP) determinam que em caso de FLAGRANTE DELITO decorrente da prática de CRIME (a exemplo do crime de maus-tratos, na forma do art. 32 da Lei nº 9.605/98 – Crimes Ambientais) a casa pode ser invadida a qualquer hora do dia ou da noite para libertar o animal em aflição. Ou seja, qualquer pessoa tem o direito e a polícia tem a obrigação de ingressar no local e resgatar o bicho em sofrimento. O STF entende até que a polícia pode invadir local sem mandado judicial a qualquer hora do dia ou da noite para coletar provas, desde que haja flagrante delito no local (como é o caso do crime de maus-tratos a animais) e estejam presentes razões plausíveis para a tomada dessa medida, devendo ser justificada posteriormente em processo próprio, tendo em vista que, o pedido de uma liminar para resgate do bicho demora e pode custar a vida do animal.

O invasor que socorreu o animal não sofrerá nenhuma retaliação policial ou judicial, pois agiu em nome da lei para proteger uma vida em perigo de morte. Não esquecendo que toda ação deve ser filmada e fotografa, para garantir esses direitos.

Sabemos que o papel da polícia civil e militar é importantíssimo, mas muitas vezes eles tem a orientação ultrapassada de que, sem o mandado judicial, torna-se impossível prestar socorro ao animal. São muito comuns os casos de insensibilidade e a autoridade policial, ao ser acionada, não se envolve, apesar da Constituição Federal permitir o arrombamento da casa ou do local onde esteja detido o animal quando das hipóteses de prática de fragrante delito (Art. 5º, XI), que só poderá efetivamente ser averiguadas com a pronta e eficaz intervenção.

Dispõe o Art. 225, § 1º, VII: “Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” e que “Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público: VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade”.

O Art. 32 da Lei 9605/1998 prescreve: “Praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos; Pena: detenção de três meses a um ano, e multa. O Decreto Federal 24.645/1934 dispõe no Art. 3º: Consideram-se maus tratos: I – praticar ato de abuso ou crueldade em qualquer animal; II – “manter animais em lugares antigiênicos ou que lhes impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar e luz”

Diante de impossibilidade de comunicação com o proprietário do imóvel a tempo de poupar o animal do sofrimento e/ou da morte, deve ser cumprido o dispositivo constitucional, para abrir a porta da casa em que estiver o animal, adotando providências acautelatórias como: abrir a porta da casa com um chaveiro para depois fechá-la, fazê-lo na presença de três testemunhas, lavrar um termo no local retratando as condições em que se encontrava o animal, comunicar à circunscrição policial e levar o bicho a uma clínica veterinária, evitando-se assim, a configuração da violação de domicílio (Art. 150, CPB).

Se preciso, tenha em mãos a lei, não deixe que um animal sofra maus tratos por má vontade de ajudar de alguns órgãos. Agradeça aos órgãos competentes de sua cidade que auxiliam nesses casos, pois realmente é muito difícil. Seja a voz de quem não sabe se defender!

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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

HOJE É DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS, COMEMORE!!!






Em 1931, durante um congresso ambiental realizado na cidade de Florença, na Itália, ficou decidido que todo dia 4 de outubro seria comemorado o Dia Mundial dos Animais, uma forma de celebrar a vida de todos os animais.

A decisão dos congressistas pelo dia 4 de outubro não foi por acaso. Na mesma data, a Igreja Católica comemora o Dia de São Francisco de Assis, conhecido por demonstrar preocupação com os animais e com o meio ambiente. Giovanni di Pietro di Bernardone – nome verdadeiro de São Francisco de Assis – viveu entre 1182 e 1226.

Embora quase todas as comemorações pelo Dia Mundial dos Animais envolvam apenas cães e gatos, em nenhum momento foi especificado pelos criadores da data que deveria ser assim. Ao contrário, eles deixaram esse dia como uma homenagem a todos os animais. Isso inclui vacas, porcos, coelhos, ovelhas, peixes, frangos e todos os outros animais de outras espécies que dividem conosco este planeta.

Quer respeitar todos os animais? Comece sendo vegano: www.sejavegano.com.br

domingo, 1 de outubro de 2017

1ª MARCHA DE PROTEÇÃO E DEFESA ANIMAL DA FUNDAÇÃO MICHEL AMIGO BEIJA FLOR, VENHA PARTICIPAR!!!!


A FUNDAÇÃO MICHEL AMIGO BEIJA FLOR VEM CONVIDAR A TODAS PESSOAS DA CIDADE E ARREDORES A PARTICIPAR DA 1ª MARCHA DE PROTEÇÃO E DEFESA ANIMAL DA CIDADE DE BALSAS -MA, A CONCENTRAÇÃO SERÁ NA PRAÇA DO MERCADO PÚBLICO AS 17:00 HS DO DIA 7 DE OUTUBRO DE 2.017, MÊS INTERNACIONAL DEDICADO AOS ANIMAIS E A PROTEÇÃO ANIMAL MUNDIAL, DEVIDO A SER O MÊS DE SÃO FRANCISCO, CUJA COMEMORAÇÃO OCORRE DIA 4 DE OUTUBRO (DIA INTERNACIONAL DOS ANIMAIS).

A MARCHA SERÁ FACULTATIVO SE VOCÊ LEVARÁ OU NÃO SEU PET, AS CAMISETAS DA FUNDAÇÃO PODERÃO SER ENCOMENDADAS NA MALHARIA ARREMATE OU DIRETO COMIGO NO WHATSAPP (99)981470009, QUEM NÃO PUDER ENCOMENDAR A CAMISETA NÃO TEM PROBLEMA, USE UMA CAMISETA BRANCA OU COM DESENHOS DE ANIMAIS A SUA ESCOLHA, PODERÃO SER LEVADOS CARTAZES, FAIXAS E BALÕES COM FRASES DE DEFESA E PROTEÇÃO ANIMAL, ENFIM FAÇA SUA REIVINDICAÇÃO EM SEU CARTAZ!!!

CONVIDAMOS Á TODOS QUE LEVEM RAÇÃO PARA DOAÇÃO PARA O PROJETO ALIMENTACÃO DA FUNDAÇÃO QUE ESTÁ EM PLENO VAPOR E JÁ ATENDE A VÁRIOS BAIRROS E LUGARES DA CIDADE COM MUITO LOUVOR, PRECISAMOS DE SUA AJUDA PARA ELE SEGUIR ADIANTE. AS PESSOAS QUE LEVAREM RAÇÃO, ESTARÃO CONCORRENDO A BRINDES QUE SERÃO SORTEADOS APÓS A MARCHA.

APÓS A MARCHA, QUE TERMINARÁ NA AVENIDA LITORÂNEA,  FICAREMOS LOCALIZADOS ALI NO MESMO LOCAL DA CÃOMINHADA ONDE FAREMOS VENDAS DE COMIDAS, BEBIDAS, LANCHES E BRINDES CUJO OBJETIVO E ARRECADAÇÃO DE FUNDOS PARA AS AÇÕES DA FUNDAÇÃO, SE VOCÊ NÃO E NOSSO PARCEIRO CORRA E ENTRE EM CONTATO, POIS A PÁGINA E PATROCINADA E TODOS QUE AJUDAM TERÃO SEUS NOMES DIVULGADOS EM NOSSAS  REDES SOCIAIS...

NOS AJUDE A AJUDAR OS ANIMAIS, PARTICIPE DESSA CORRENTE DO BEM!!!

ADRIANA CAVALHEIRO
PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO
(99)981470009

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

LEISHMANIOSE CANINA: SACRIFICAR OU NÃO?


Fernanda Távora Untura in Uncategorized





Você já acompanhou o sofrimento de alguém que teve que sacrificar seu cão por causa da Leishmaniose? Este tem sido um tema que gera muitas discussões e resolvi estudar sobre o assunto para dividir aqui com vocês.



DOENÇA: A leishmaniose é uma doença transmitida através de um inseto, também conhecido como “mosquito palha”. O contágio em cães e no homem ocorre através da picada da fêmea infectada da espécie Lutzomia longipalpis. Os animais picados se tornam reservatórios do parasita, mas é impossível pegar a doença através de qualquer tipo de contato com estes animais como lambidas, mordidas ou carinhos. A leishmaniose é uma doença infecciosa, porém, não contagiosa.

Endêmica em 88 países, ela afeta principalmente áreas pobres, onde o acesso a cuidados médicos é limitado, e se não for tratada leva o animal a morte.
Há dois tipos de leishmaniose: a leishmaniose caracterizada por feridas na pele (tegumentar) e leishmaniose que afeta vários órgãos, sendo que os mais afetados são o fígado, baço e medula óssea (calazar).

PRINCIPAIS SINTOMAS: O aparecimento dos primeiros sintomas da Leishmaniose, após a transmissão pela picada pode demorar semanas ou até alguns anos; cerca de 20% dos animais infectados podem nunca manifestar sintomas. A maioria dos animais aparenta estar saudáveis na época do diagnóstico clínico, mas quando desenvolvem a doença podem apresentar os seguintes sintomas:
Apatia (desânimo, fraqueza, sonolência);
Perda de peso e/ou falta de apetite;
Anemia;
Feridas na pele, principalmente no focinho, orelhas, articulações e cauda (que demoram a cicatrizar);
Pêlos opacos, descamação e perda de pêlos;
Crescimento anormal das unhas (onicogrifose) com o avanço da doença;
Aumento abdominal (“barriga inchada” pelo aumento do fígado e do baço);
Problemas oculares (olho vermelho, secreção ocular);
Diarréia, vômito e sangramento intestinal.

DIAGNÓSTICO: O diagnóstico da leishmaniose canina deve ser realizado por um clínico veterinário, que deve considerar três fatores: o exame epidemiológico, o exame clínico, e exames laboratoriais.

A técnica para o diagnóstico não é excepcionalmente sensível e pode descrever falsos positivos ou mascarar falsos negativos. Com isso, faz-se necessário a repetição do exame.

TRATAMENTO: O tutor que optar pelo tratamento de um cão deve considerar a condição clínica do animal e estar consciente do procedimento.

Entre os custos, incluem-se medicamentos, serviços veterinários e exames laboratoriais realizados trimestralmente.

RISCOS NA CONVIVÊNCIA DE UM CÃO COM DIAGNÓSTICO POSITIVO:Não há risco para ser humano conviver com o animal infectado. A Leishmaniose como acontece no caso da dengue, é uma doença vetorial e a presença do animal doente em casa simplesmente indica que há presença do vetor naquele ambiente.

O problema é que o animal doente, quando recebe tratamento, fica livre de sintomas, mas não se livra completamente do parasita. Por isso, existe a risco de, mesmo tratado, o cão infectar o vetor e alimentar o ciclo de transmissão da doença.

COMO PREVENIR: Existe uma vacina que mostrou ter eficiência de 95%. Quando o inseto pica o cão vacinado, os anticorpos presentes no seu sangue por causa da vacina se alojam em seu organismo e esses anticorpos impedem que o parasita da leishmaniose complete o seu ciclo de vida. São três doses anuais com o custo médio de R$ 150,00 cada que devem ser dadas com 21 dias de intervalo. IMPORTANTE, antes da vacina é necessário fazer o exame de sangue para ter certeza que o cão não está contaminado. Outra opção é o uso da coleira com repelente da marca scalibor no valor médio de R$ 50,00 e deve ser trocada de 6 em 6 meses.

O mosquito-palha é um inseto bem pequeno e costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição. Portanto, evitar acúmulos de lixo de casa é uma maneira de contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos.

SACRIFÍCIO: Adotado desde a década de 1950 no Brasil, o sacrifício de cães tem sido questionado pela comunidade científica pela ineficácia em conter a leishmaniose visceral. A falta de eficácia da medida como política de prevenção pode ser vista a olho nu: em 1990 foram registrados 1.944 casos da doença no país, número que subiu para uma média de 3.500 a partir de 2004 e se mantém nesse patamar até hoje.

A letalidade da doença (taxa que indica a proporção de mortes por número de casos) só aumenta: passou de 3,2, em 2000, para 6,2 em 2011, segundo dados do Ministério da Saúde. Isso significa que, a cada 100 pessoas infectadas, 6,2 devem morrer. (Notícias.uol).

Além de ineficaz, matar os animais pode ter até efeito contrário ao que se espera. Isso porque, durante o rastreamento para eutanásia de cães infectados, muitas vezes são sacrificados também animais que têm o parasita, mas não desenvolvem sintomas. Mortos, eles deixam de se reproduzir e gerar indivíduos resistentes à doença. A longo prazo, sobram apenas cães sensíveis, o que poderia agravar ainda mais o cenário.

De acordo com o Ministério da Saúde, desde 1963, cães que apresentem exames soropositivos para leishmaniose visceral canina devem ser sacrificados. Será este o único caminho a tomar? Acredito que esta atitude não é uma forma de resolver o problema. O ideal é controlar o vetor através de campanhas de conscientização para a população e pesquisas com vacinas. O dinheiro gasto para fazer exames e sacrificar animais poderia ser investido em prevenção. Não devemos recomendar o sacrifício dos cães, assim como não recomendamos a eutanásia de pessoas.